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	<title>A Simples Complexidade das Coisas</title>
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		<title>A Simples Complexidade das Coisas</title>
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		<title>carta à tristeza</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Mar 2011 13:59:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anna.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Complexidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Querida Tristeza, Venho por meio desta carta dizer-lhe que estamos terminadas. Eu sei, é difícil. Mas é chegada a hora de tomarmos caminhos diferentes. A convivência de todos esses anos nos deixou muito próximas, é quase impossível perceber uma sem a outra, esse contorno indefinido entre nós duas, então é natural que essa despedida seja <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simplescomplexidade.wordpress.com&amp;blog=1684572&amp;post=270&amp;subd=simplescomplexidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Querida Tristeza,</p>
<p>Venho por meio desta carta dizer-lhe que estamos terminadas. Eu sei, é difícil. Mas é chegada a hora de tomarmos caminhos diferentes. A convivência de todos esses anos nos deixou muito próximas, é quase impossível perceber uma sem a outra, esse contorno indefinido entre nós duas, então é natural que essa despedida seja dolorosa, a separação, litigiosa. Ainda assim, perdoe-me, mas sinto que é o certo a se fazer.</p>
<p>Sei que eu não sou e nunca fui tua única companhia. Sei que não demorarás a encontrar uma outra alma a acompanhar. Mas eu, eu preciso me desprender das suas amarras, me libertar da inspiração que você me proporciona e aprender a viver sem você.</p>
<p>Sim, amiga tristeza, já não posso mais chamar-te assim. Te Tornaste aquelas companhias que, de tanto tempo presente, já nem nos lembramos o que nos uniu no começo. Não posso dizer que não sentirei tua falta, talvez por um tempo sinta um vazio, uma estranheza, talvez até arrisque felicidade.</p>
<p>Viraremos aquelas velhas conhecidas, sei que nos esbarraremos vez ou outra, ocasionalmente, ao longo da vida. Sentaremos para tomar um café adoçado de lágrimas, enquanto dividimos as novidades. Depois, nos despediremos, mas juro que não lhe prometerei nenhum reencontro tão breve como fazem geralmente os distantes conhecidos, mesmo sabendo que não irão cumprir o prometido.</p>
<p>Espero que compreendas e que não insistas em rondar a vizinhança. Tudo que posso te oferecer agora é adeus.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/simplescomplexidade.wordpress.com/270/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/simplescomplexidade.wordpress.com/270/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/simplescomplexidade.wordpress.com/270/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/simplescomplexidade.wordpress.com/270/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/simplescomplexidade.wordpress.com/270/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/simplescomplexidade.wordpress.com/270/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/simplescomplexidade.wordpress.com/270/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/simplescomplexidade.wordpress.com/270/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/simplescomplexidade.wordpress.com/270/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/simplescomplexidade.wordpress.com/270/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/simplescomplexidade.wordpress.com/270/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/simplescomplexidade.wordpress.com/270/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/simplescomplexidade.wordpress.com/270/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/simplescomplexidade.wordpress.com/270/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simplescomplexidade.wordpress.com&amp;blog=1684572&amp;post=270&amp;subd=simplescomplexidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>o tempo e o agora</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Feb 2011 17:02:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anna.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Complexidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Dizem que o tempo cura tudo. Que leva as dores, os desamores. Dizem que passa. Passa e leva tudo com ele. O Tempo, essa percepção subjetiva, marcada por anos, meses, semanas, dias e horas, que apesar da exatidão dos números insiste em acontecer em velocidades diferentes dependendo da situação, condições de temperatura e pressão. O <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simplescomplexidade.wordpress.com&amp;blog=1684572&amp;post=267&amp;subd=simplescomplexidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dizem que o tempo cura tudo. Que leva as dores, os desamores. Dizem que passa. Passa e leva tudo com ele.</p>
<p>O Tempo, essa percepção subjetiva, marcada por anos, meses, semanas, dias e horas, que apesar da exatidão dos números insiste em acontecer em velocidades diferentes dependendo da situação, condições de temperatura e pressão.</p>
<p>O Tempo voa, sussurram ao meu ouvido. Sim, voa. Bem naqueles momentos em que tudo que queremos é que ele pare, congele para sempre. E congerlarse é uma tarefa que cumpre tão bem quando o que mais precisamos é que ele voe. Voe, passe como um furacão, levando todo esse aperto no peito.</p>
<p>Acredito mais no Agora. Sem procedimento de medidas, sem meias palavras, sem futuro. Agora. Porque a dor que eu sinto agora, essa que me prometem que o tempo um dia levará, é o que tenho. O tempo será para sempre uma promessa. Ao percebê-lo, já passou.</p>
<p>E o que o tão querido tempo traz? Traz os cabelos brancos que tentamos disfarcar com tinturas, traz as rugas que tentamos acabar com o botox, traz saudades. Sim, ele também traz experiência, sabedoria, nós estamos cansados de ouvir. Mas será que não chegam tarde demais? E o que fazer agora, ainda sem elas? Dê tempo ao tempo, ouço.</p>
<p>Talvez o princípio de conclusão dessa linha de pensamento confusa e tortuosa que provavelmente não será concluída jamais, seja que eu sei que o tempo e suas velocidades não passam de uma percepção minha sobre ele, que é distinta da percepção que outras pessoas tem sobre o mesmo período de tempo e que na verdade milhares de fatores influem na sua passagem, mas ainda assim é o Agora que me assusta. É com toda a profusão de sentimentos que eu sinto agora que não consigo lidar.</p>
<p>A promessa do tempo é apaziguadora, mas o que eu faço agora?</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/simplescomplexidade.wordpress.com/267/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/simplescomplexidade.wordpress.com/267/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/simplescomplexidade.wordpress.com/267/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/simplescomplexidade.wordpress.com/267/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/simplescomplexidade.wordpress.com/267/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/simplescomplexidade.wordpress.com/267/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/simplescomplexidade.wordpress.com/267/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/simplescomplexidade.wordpress.com/267/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/simplescomplexidade.wordpress.com/267/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/simplescomplexidade.wordpress.com/267/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/simplescomplexidade.wordpress.com/267/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/simplescomplexidade.wordpress.com/267/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/simplescomplexidade.wordpress.com/267/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/simplescomplexidade.wordpress.com/267/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simplescomplexidade.wordpress.com&amp;blog=1684572&amp;post=267&amp;subd=simplescomplexidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Uhul</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Oct 2010 15:05:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anna.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Complexidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Das muitas profissões existentes, algumas são consideradas mais estressantes, causadores de males a saúde e ao espírito e, consequentemente, as menos desejadas na hora de decidir o que fazer da vida. Entre elas figuram professores, motoristas de táxi, operadores de telemarketing, motoristas de ônibus, entre outras. É de entendimento comum e unânime que dirigir o <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simplescomplexidade.wordpress.com&amp;blog=1684572&amp;post=251&amp;subd=simplescomplexidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Das muitas profissões existentes, algumas são consideradas mais estressantes, causadores de males a saúde e ao espírito e, consequentemente, as menos desejadas na hora de decidir o que fazer da vida. Entre elas figuram professores, motoristas de táxi, operadores de telemarketing, motoristas de ônibus, entre outras.</p>
<p>É de entendimento comum e unânime que dirigir o dia inteiro, e muitas vezes a noite inteira, por grandes metrópoles como São Paulo não é nada fácil, nem saudável. E todas as freiadas bruscas, buzinadas inúteis, dedos do meio flutuantes e xingamentos abafados pelo vidro estão aí para provar essa teoria urbana.  Então, ao apresentar-se uma cena diferente, não há como não notá-la.</p>
<p>Em um ônibus comum de São Paulo, nem muito cheio nem muito vazio, mas sem lugares para sentar, um motorista fazia seu trabalho: dirigia. Da onde eu estava, segurando na haste amarela para não cair, apenas o ouvia. Me chamou a atenção quando ouvi o primeiro &#8220;Uhul&#8221; seguido de sua risada contagiante. Dirigia-se a uma pessoa que corria tentando alcançar o ônibus. As portas já tinham sido abertas e fechadas duas vezes, mas ele abriu uma terceira vez. E ao ver a mulher pisar dentro do ônibus soltou: Uhul. Ela sorriu.</p>
<p>Como um apresentador em um desses programas de auditório, o show continuava. Ao passar pelos pontos gritava: &#8220;Parada Avenida Brasil, descida pela porta direita&#8221; ou &#8220;&#8216;Parada Shopping Eldorado, acesso a CPTM&#8221;. Em um momento o cobrador avisou: uma cadeirante ia descer no próximo ponto. O motorista não teve dúvidas, gritou: &#8220;Por isso hoje tenho aqui dois grandes assistentes&#8221;, dirigindo-se a dois passageiros que transitavam de pé ao lado dele. Rapidamente os assistentes fizeram seu trabalho e ajudaram a mulher a descer do ônibus. Uhul Corinthians, ele gritava. Ela sorriu.</p>
<p>Uma senhora, ao descer do ônibus, gritou de volta: Deus te Abençoe, motorista. Ele sorriu.</p>
<p>Antes de passar pela catraca e descer no meu ponto, me virei para tentar vê-lo. O espelho retrovisor pregado no vidro o revelou. Era grande, careca, pele cor chocolate e olhos e dentes brilhantes. Sorri.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/simplescomplexidade.wordpress.com/251/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/simplescomplexidade.wordpress.com/251/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/simplescomplexidade.wordpress.com/251/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/simplescomplexidade.wordpress.com/251/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/simplescomplexidade.wordpress.com/251/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/simplescomplexidade.wordpress.com/251/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/simplescomplexidade.wordpress.com/251/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/simplescomplexidade.wordpress.com/251/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/simplescomplexidade.wordpress.com/251/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/simplescomplexidade.wordpress.com/251/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/simplescomplexidade.wordpress.com/251/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/simplescomplexidade.wordpress.com/251/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/simplescomplexidade.wordpress.com/251/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/simplescomplexidade.wordpress.com/251/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simplescomplexidade.wordpress.com&amp;blog=1684572&amp;post=251&amp;subd=simplescomplexidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Saudade</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Sep 2010 14:34:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anna.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Complexidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Acho saudade uma palavra muito nossa. Meu sentimento de propriedade em relação a essa palavra é tão intenso que em momentos chego a acreditar que apenas os nascidos ou adotados por essa nossa terra possam senti-la. Parte constituinte do conjunto de palavras e sentimentos inexplicáveis, só entende quem a vivencia, sem explicativos de wikipedia ou <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simplescomplexidade.wordpress.com&amp;blog=1684572&amp;post=240&amp;subd=simplescomplexidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acho saudade uma palavra muito nossa. Meu sentimento de propriedade em relação a essa palavra é tão intenso que em momentos chego a acreditar que apenas os nascidos ou adotados por essa nossa terra possam senti-la. Parte constituinte do conjunto de palavras e sentimentos inexplicáveis, só entende quem a vivencia, sem explicativos de wikipedia ou descrição de dicionários, o que só a torna ainda mais charmosa. Pena que palavra e sentimento ambos tão fortes e tão bonitos se façam presentes apenas quando há falta.</p>
<p>De algo, de alguém, de outrora.</p>
<p>Pesares cumulativos esses, que conforme os anos passam e a vida acontece, coisas se somam e se vão, aumentando progressivamente essa sensação que tão apropriadamente chamamos de saudade. Existem situações nas quais pode se tentar revertê-la e existem outras que não há remédio que cure, saudades de tempos passados que existiram graças a uma combinação de elementos que mesmo reaglutinados não surtiriam o mesmo efeito. E, no fim, tudo que te sobra é a saudade.</p>
<p>Então, vivemos coisas incríveis e outras nem tanto, conhecemos pessoas incríveis e outras nem tanto e vamos ac<a href="http://simplescomplexidade.files.wordpress.com/2010/09/old_people_love_by_emohoc.jpg"><img class="size-medium wp-image-241 alignright" title="saudade" src="http://simplescomplexidade.files.wordpress.com/2010/09/old_people_love_by_emohoc.jpg?w=224&#038;h=224" alt="" width="224" height="224" /></a>umulando ao longo da vida saudades e mais saudades até virarmos aqueles senhores de idade que por vezes nos incomodam de só falar e reviver o passado.</p>
<p>Tão forte é esse sentimento que chego a acreditar na possibilidade e literalidade da expressão imortalizada na saudosa voz de Tim Maia:</p>
<p>Vou morrer de saudade.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/simplescomplexidade.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/simplescomplexidade.wordpress.com/240/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/simplescomplexidade.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/simplescomplexidade.wordpress.com/240/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/simplescomplexidade.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/simplescomplexidade.wordpress.com/240/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/simplescomplexidade.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/simplescomplexidade.wordpress.com/240/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/simplescomplexidade.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/simplescomplexidade.wordpress.com/240/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/simplescomplexidade.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/simplescomplexidade.wordpress.com/240/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/simplescomplexidade.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/simplescomplexidade.wordpress.com/240/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simplescomplexidade.wordpress.com&amp;blog=1684572&amp;post=240&amp;subd=simplescomplexidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Anna.</media:title>
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		<title>Trânsito</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Jul 2010 18:12:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anna.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficções]]></category>

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		<description><![CDATA[Era magro e relativamente alto, não aparentava os 17 anos que carregava nas costas. Trabalhava com entregas, seu cunhado tinha uma carreta, cabine dupla na frente e caçamba revestida por toras vazadas de madeira na parte de trás. Transportavam de tudo, móveis principalmente. Viam casais se juntarem, insistindo apertar dois mundos em um apartamento só <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simplescomplexidade.wordpress.com&amp;blog=1684572&amp;post=227&amp;subd=simplescomplexidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Era magro e relativamente alto, não aparentava os 17 anos que carregava nas costas. Trabalhava com entregas, seu cunhado tinha uma carreta, cabine dupla na frente e caçamba revestida por toras vazadas de madeira na parte de trás. Transportavam de tudo, móveis principalmente. Viam casais se juntarem, insistindo apertar dois mundos em um apartamento só e se separarem levando de volta apenas o sofá, a geladeira e um eventual objeto jogado pela janela em um surto de raiva.</p>
<p>Já conhecia a cidade de cor, os horários de trânsito, os atalhos, os caminhos alternativos, melhor que qualquer taxista, gostava de gabar-se. Tinha os braços fortes de tanto carregar peso e um sorriso que denunciava sua pouca idade. No fim do dia, após a última entrega e enfrentando o pior dos trânsitos paulistas, costumava deixar seu cunhado sozinho na direção ao som das melhores da rádio e com um impulso prostava-se na caçamba. Ali, onde as coisas mais valiosas dos clientes costumavam viajar pela cidade, deitava, colocava um braço atrás da cabeça como apoio, o outro recostado em cima da barriga e olhava para cima.</p>
<p>O cunhado, certo de que ele dormia, não dizia nada, continuava a cantarolar suas canções favoritas. A verdade é que gostava de ver São Paulo assim, debaixo para cima. As nuvens passavam como borrões quando o trânsito permitia correr e quando congestionados podia vê-las movimentando-se pelo ar, lentamente formando e deformando. Os cabos de força faziam caminhos complexos, interligavam-se entre si e com os galhos das árvores mais altas, desenhando no céu. Sons de buzina e poluição não pareciam incomodar-lhe, faziam parte do show aberto, suspenso no ar, que é São Paulo.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/simplescomplexidade.wordpress.com/227/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/simplescomplexidade.wordpress.com/227/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/simplescomplexidade.wordpress.com/227/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/simplescomplexidade.wordpress.com/227/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/simplescomplexidade.wordpress.com/227/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/simplescomplexidade.wordpress.com/227/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/simplescomplexidade.wordpress.com/227/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/simplescomplexidade.wordpress.com/227/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/simplescomplexidade.wordpress.com/227/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/simplescomplexidade.wordpress.com/227/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/simplescomplexidade.wordpress.com/227/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/simplescomplexidade.wordpress.com/227/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/simplescomplexidade.wordpress.com/227/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/simplescomplexidade.wordpress.com/227/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simplescomplexidade.wordpress.com&amp;blog=1684572&amp;post=227&amp;subd=simplescomplexidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O outro lado da porta</title>
		<link>http://simplescomplexidade.wordpress.com/2010/07/21/o-outro-lado-da-porta/</link>
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		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 19:54:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anna.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficções]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu escolho a felicidade. Quase como um mantra, repetia a frase em voz alta ao olhar-se no espelho. Respirava fundo. Tentava novamente. Eu escolho a felicidade. Como nuvens carregadas, seus olhos enchiam-se de lágrimas. Mais uma vez. Eu escolho a felicidade. Em alguns momentos, dava certo e as gotas secavam antes da tempestade. Outros não, <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simplescomplexidade.wordpress.com&amp;blog=1684572&amp;post=222&amp;subd=simplescomplexidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu escolho a felicidade. Quase como um mantra, repetia a frase em voz alta ao olhar-se no espelho. Respirava fundo. Tentava novamente. Eu escolho a felicidade. Como nuvens carregadas, seus olhos enchiam-se de lágrimas. Mais uma vez. Eu escolho a felicidade. Em alguns momentos, dava certo e as gotas secavam antes da tempestade. Outros não, e como chuva em tarde de verão, caiam alagando a pia onde a torneira já respingara. Eu escolho a felicidade. Frase brega, pensava, e ria de si mesma, com vergonha de algo que, apesar dos passos do outro lado do banheiro, ninguém ouviu.</p>
<p>Tratava de ser otimista, desabrochar a Pollyana que havia dentro de si. Não há nada de ruim que não possa piorar, pensava ela, no auge de seu pensamento positivo. Portanto, não reclame. Eu escolho a felicidade. Inspira. Respira. Acalmava-se. Hora de virar a tranca e enfrentar o mundo lá fora. O outro lado da porta.</p>
<p>Com a mão na maçaneta, se vira e olha mais uma vez no espelho. Apagando vestígios. Maquiagem, ok. Eu escolho a felicidade. Respira e volta a mirar para a frente. Encosta a cabeça na porta e fecha os olhos escutando os ruídos abafados. Eu escolho a felicidade. 1,2,3.</p>
<p>De impulso, gira a chave e abre a porta. Os ruídos se tornam claros e os passos ganham rostos. Ninguém parece notar seu esforço para existir. De volta ao mundo.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/simplescomplexidade.wordpress.com/222/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/simplescomplexidade.wordpress.com/222/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/simplescomplexidade.wordpress.com/222/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/simplescomplexidade.wordpress.com/222/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/simplescomplexidade.wordpress.com/222/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/simplescomplexidade.wordpress.com/222/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/simplescomplexidade.wordpress.com/222/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/simplescomplexidade.wordpress.com/222/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/simplescomplexidade.wordpress.com/222/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/simplescomplexidade.wordpress.com/222/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/simplescomplexidade.wordpress.com/222/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/simplescomplexidade.wordpress.com/222/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/simplescomplexidade.wordpress.com/222/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/simplescomplexidade.wordpress.com/222/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simplescomplexidade.wordpress.com&amp;blog=1684572&amp;post=222&amp;subd=simplescomplexidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Passageiro</title>
		<link>http://simplescomplexidade.wordpress.com/2010/06/22/o-passageiro/</link>
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		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 19:43:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anna.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Complexidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Andar de ônibus pode ser algo um tanto quanto elucidador. No meio de corredores, assentos reservados, idosos, gestantes, homens, mulheres e crianças ainda capazes de passar por debaixo da catraca, passamos muitas horas do nosso dia segurando nas hastes de ferro amarelas esperando não cair e aguardando ansiosamente por algum assento desocupado. Nas raras ocasiões <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simplescomplexidade.wordpress.com&amp;blog=1684572&amp;post=213&amp;subd=simplescomplexidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Andar de ônibus pode ser algo um tanto quanto elucidador. No meio de corredores, assentos reservados, idosos, gestantes, homens, mulheres e crianças ainda capazes de passar por debaixo da catraca, passamos muitas horas do nosso dia segurando nas hastes de ferro amarelas esperando não cair e aguardando ansiosamente por algum assento desocupado.</p>
<p>Nas raras ocasiões em que estes se encontram meio cheios ou meio vazios e avisto um assento vazio do outro lado da catraca uma pequena sensação calorosa toma conta de mim ao finalmente conseguir sentar-me e ajeitar-me em um lugar desocupado. Suspiro.</p>
<p>A felicidade nas pequenas coisas.</p>
<p>Alguns assentos são individuais, outros duplos. Prefiro sentar onde esteja vazio, quando possível. O curioso é que, ao sentar em um espaço duplo totalmente vazio, espero poder viajar todo o caminho sem que ninguém ocupe o assento ao meu lado. Na maior parte das vezes, isto não é possível e viajar acompanhado se torna inevitável. Algumas vezes o ocupante é rápido, descendo rapidamente do ônibus e te permitindo seguir viagem só ou acompanhado por um ser novo. Ele pode ser calado, puxar assunto, espaçoso, usar um perfume forte ou nenhuma das opções anteriores. Ou pode se encaixar no mesmo grupo que eu, o de eternos leitores. Como imãs, meus olhos grudam em qualquer jornal, revista, bíblia, folhetim ou livro de meus companheiros viajantes. Muitos deles não gostam dessa invasão, mas é difícil se conter. Descobrir que títulos esses passageiros lêem é um hobby pessoal.</p>
<p>E existem aquelas ocasiões as quais, mesmo contra sua vontade, uma pessoa se senta ao seu lado e após um eventual &#8220;com licença&#8221; &#8211; &#8220;claro&#8221; e algumas ajeitadas no corpo para melhorar a acomodação, ele avista um outro assento recém desocupado, totalmente livre e migra, te deixando só naquele espaço duplo que agora parece grande demais.</p>
<p>Não consigo parar de pensar na semelhança com vida em geral. Eu não queria que ele sentasse lá, mas porque mudar de lugar? Será que meu perfume é forte demais, minhas pernas espaçosas, meu livro desinteressante?</p>
<p>Provavelmente nenhuma das opções. Provavelmente são escolhas baseadas puramente no conforto espacial que assentos duplos vazios podem proporcionar, nada relacionado ao companheiro de viagem da vez. Mas não é assim que, muitas vezes, o mundo gira? Alguém senta ao seu lado e juntos decidem acompanhar-se por essa viagem, mas quando um dos passageiros resolve mudar de lugar, você é deixado com um espaço vazio o qual não sabe muito bem como preencher.</p>
<p>Pelo menos até perceber o alívio que é poder esticar as pernas.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/simplescomplexidade.wordpress.com/213/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/simplescomplexidade.wordpress.com/213/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/simplescomplexidade.wordpress.com/213/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/simplescomplexidade.wordpress.com/213/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/simplescomplexidade.wordpress.com/213/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/simplescomplexidade.wordpress.com/213/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/simplescomplexidade.wordpress.com/213/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/simplescomplexidade.wordpress.com/213/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/simplescomplexidade.wordpress.com/213/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/simplescomplexidade.wordpress.com/213/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/simplescomplexidade.wordpress.com/213/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/simplescomplexidade.wordpress.com/213/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/simplescomplexidade.wordpress.com/213/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/simplescomplexidade.wordpress.com/213/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simplescomplexidade.wordpress.com&amp;blog=1684572&amp;post=213&amp;subd=simplescomplexidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Palco</title>
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		<pubDate>Mon, 31 May 2010 20:57:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anna.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na saída do metrô Consolação, ali bem na esquina da Av. Paulista e Augusta, há uma estrutura de metal quadrada de aproximadamente meio metro de altura e sem utilidade aparente para os milhares passantes. Mas, em dias escolhidos criteriosamente sem critério, um homem a usa para propósitos distintos do previsto por-vai-saber-quem a colocou ali. De <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simplescomplexidade.wordpress.com&amp;blog=1684572&amp;post=205&amp;subd=simplescomplexidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na saída do metrô Consolação, ali bem na esquina da Av. Paulista e Augusta, há uma estrutura de metal quadrada de aproximadamente meio metro de altura e sem utilidade aparente para os milhares passantes. Mas, em dias escolhidos criteriosamente sem critério, um homem a usa para propósitos distintos do previsto por-vai-saber-quem a colocou ali. De barba e cabelo  grisalhos e sem corte que o fazem aparentar mais idade do que provavelmente tem, ele sobe com pouca dificuldade na estrutura e, de pé, tira do bolso um  radinho e um fone redondo que posiciona recobrindo suas orelhas. Sua calça jeans é sempre acompanhada de uma camiseta verde que cobre uma barriga avantajada pelo tempo. Ali, meio metro acima dos transeuntes, em uma das avenidas mais movimentadas de São Paulo, ele dança. Simplesmente, dança. Assim, sem coreografias e sem vergonha. Sem restrições de ritmos musicais ou passos da moda. Pode até ser que daquele radinho nenhum som real ecoe através dos fones até seus ouvidos, mas isso não importa. Em seu pequeno palco improvisado e sem causar muitas reações do público passante, ele passa suas horas. Dançando.</p>
<p>Toda vez que desço na estação Consolação, subo as escadas rolantes e vejo seu corpo se mexendo ao som de buzinas, escapamentos e conversas jogadas ao vento, me lembro de como tudo pode ser assim, leve. Surpreendentemente leve.</p>
<p>E caminho sorrindo.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/simplescomplexidade.wordpress.com/205/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/simplescomplexidade.wordpress.com/205/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/simplescomplexidade.wordpress.com/205/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/simplescomplexidade.wordpress.com/205/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/simplescomplexidade.wordpress.com/205/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/simplescomplexidade.wordpress.com/205/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/simplescomplexidade.wordpress.com/205/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/simplescomplexidade.wordpress.com/205/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/simplescomplexidade.wordpress.com/205/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/simplescomplexidade.wordpress.com/205/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/simplescomplexidade.wordpress.com/205/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/simplescomplexidade.wordpress.com/205/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/simplescomplexidade.wordpress.com/205/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/simplescomplexidade.wordpress.com/205/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simplescomplexidade.wordpress.com&amp;blog=1684572&amp;post=205&amp;subd=simplescomplexidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Perdas e Ganhos</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Apr 2010 15:54:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anna.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Complexidades]]></category>

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		<description><![CDATA[É difícil lidar com a perda. Além de reafirmar o óbvio, quero dizer que as perdas vem de diferentes maneiras. Existem aquelas irreparáveis, das quais a barreira intransponível entre a vida e a morte ainda não conseguimos burlar, e existem aquelas ocasionadas apenas pelo vai e vem natural dos corpos, universos paralelos, divórcios assinados, cartas <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simplescomplexidade.wordpress.com&amp;blog=1684572&amp;post=194&amp;subd=simplescomplexidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É difícil lidar com a perda. Além de reafirmar o óbvio, quero dizer que as perdas vem de diferentes maneiras. Existem aquelas irreparáveis, das quais a barreira intransponível entre a vida e a morte ainda não conseguimos burlar, e existem aquelas ocasionadas apenas pelo vai e vem natural dos corpos, universos paralelos, divórcios assinados, cartas de despedida ou simplesmente do silêncio. Essas perdas, além de se materializarem de diferentes maneiras, se apresentam nos mais variados tipos de relacionamentos.</p>
<p>Injusto, esse ir e vir constante, já que independente do grau e condições de temperatura e pressão, cada ser vem e agrega algo em você. Pode ser algo bom ou pode não ser, a questão é que as coisas mudam. E assim, às vezes sem mais nem menos, às vezes bem mais do que menos, nos perdemos e então elas se vão, impedindo-te para sempre de voltar a ser o que era antes.</p>
<p>Pode ser assim, dramático, ou pode passar desapercebido, mas não significa que não aconteça. Entre outras coisas, talvez sejam esses ganhos e essas perdas, esse trânsito humano, que nos faz chegarmos a velhice completamente diferentes do que fomos na juventude.</p>
<p>E, se tivesse que ressaltar um objetivo dessa linha de raciocínio, exposta aqui a julgamentos de valor quanto a breguice  e insensatez, seria dizer para você que, apesar de toda abundância de informação que agora flutua na internet, ainda está lendo esse texto, você que possivelmente já perdi por aí, ou talvez de alguma forma faça parte da minha vida, devo dizer que, independente da contabilidade de perdas e ganhos, você é parte constituinte do que sou hoje e do que serei amanhã.</p>
<p>E realmente espero que, mesmo nos perdendo, possamos nos reencontrar por aí.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/simplescomplexidade.wordpress.com/194/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/simplescomplexidade.wordpress.com/194/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/simplescomplexidade.wordpress.com/194/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/simplescomplexidade.wordpress.com/194/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/simplescomplexidade.wordpress.com/194/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/simplescomplexidade.wordpress.com/194/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/simplescomplexidade.wordpress.com/194/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/simplescomplexidade.wordpress.com/194/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/simplescomplexidade.wordpress.com/194/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/simplescomplexidade.wordpress.com/194/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/simplescomplexidade.wordpress.com/194/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/simplescomplexidade.wordpress.com/194/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/simplescomplexidade.wordpress.com/194/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/simplescomplexidade.wordpress.com/194/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simplescomplexidade.wordpress.com&amp;blog=1684572&amp;post=194&amp;subd=simplescomplexidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>fragmentos extraterrestres</title>
		<link>http://simplescomplexidade.wordpress.com/2010/03/29/fragmentos-extraterrestres/</link>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 15:58:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anna.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficções]]></category>

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		<description><![CDATA[Os devorava. Leitor ávido de tudo que lhe caía em mãos, não saía de casa sem o exemplar da vez debaixo do braço ou dentro da mochila. Companheiros fiéis, impediam a chegada do tédio em momentos rotineiros, como em filas de banco, consultórios médicos e trânsitos congestionados. Com o passar do tempo, uma mania se <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=simplescomplexidade.wordpress.com&amp;blog=1684572&amp;post=190&amp;subd=simplescomplexidade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os devorava. Leitor ávido de tudo que lhe caía em mãos, não saía de casa sem o exemplar da vez debaixo do braço ou dentro da mochila. Companheiros fiéis, impediam a chegada do tédio em momentos rotineiros, como em filas de banco, consultórios médicos e trânsitos congestionados. Com o passar do tempo, uma mania se desenvolveu. Não conseguia largá-los. O clímax se aproximava, o casal finalmente se beijava, o assassino era revelado, o mistério resolvido. Como poderia largar tais páginas em momentos como esse? Passou a preferir ônibus à comodidade do carro, assim não perderia o tempo da viagem e chegava a descer alguns pontos depois se as páginas cruciais se aproximavam. Caminhava lendo, hábito que ocasionava alguns acidentes com paredes, postes, pessoas e afins; e até inventou um apoiador que o permitia ler durante as refeições de forma que não precisasse ocupar uma de suas mãos.</p>
<p>Era tachado de anti-social, um ermitão que preferia uma porção de páginas escritas à relações de carne e osso. Ele não escutava, estava muito envolvido com figuras mitológicas, investigações policiais, anéis poderosos e romances proibidos para notar qualquer comentário dessa estirpe.</p>
<p>E, ao chegar ao fim e virar a última página, inevitavelmente o vazio batia, como se já pudesse sentir saudades de seus amigos personagens. Fechava o livro e erguia a cabeça. De repente seus ouvidos captavam a ruidagem externa e seus olhos a movimentação dos corpos passantes. Era como se recém chegasse na terra, um extraterrestre vindo de lugares muito mais interessantes. De supetão, corria para a livraria de sempre, onde, passando os dedos pelas lombadas, procurava um novo mundo para pertencer.</p>
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